quinta-feira, 28 de novembro de 2013

ESCOLA NOVA

 Escola Nova e o movimento de renovação do ensino


No Brasil, as idéias da Escola Nova foram inseridas em 1882 por Rui Barbosa (1849-1923). O grande nome do movimento na América foi o filósofo e pedagogo John Dewey (1859-1952). John Dewey, filósofo norte americano influenciou a elite brasileira com o movimento da Escola Nova. Para John Dewey a Educação, é uma necessidade social. Por causa dessa necessidade as pessoas devem ser aperfeiçoadas para que se afirme o prosseguimento social, assim sendo, possam dar prosseguimento às suas idéias e conhecimentos.

No século XX, vários educadores se evidenciaram, principalmente após a publicação do Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova, de 1932. Na década de 30, Getúlio Vargas assume o governo provisório e afirma a um grupo de intelectuais o imperativo pedagógico do qual a revolução reivindicava; esses intelectuais envolvidos pelas idéias de Dewey e Durkheim se aliam e, em 1932 promulgam o Manifesto dos Pioneiros, tendo como principal personagem Fernando de Azevedo. Grandes humanistas e figuras respeitáveis de nossa história pedagógica, podem ser citadas, como por exemplo Lourenço Filho (1897-1970) e Anísio Teixeira (1900-1971).

A Escola Nova foi um movimento de renovação do ensino que foi especialmente forte na Europa, na América e no Brasil, na primeira metade do século XX . O escolanovismo desenvolveu-se no Brasil sob importantes impactos de transformações econômicas, políticas e sociais. O rápido processo de urbanização e a ampliação da cultura cafeeira trouxeram o progresso industrial e econômico para o país, porém, com eles surgiram graves desordens nos aspectos políticos e sociais, ocasionando uma mudança significativa no ponto de vista intelectual brasileiro.

Na essência da ampliação do pensamento liberal no Brasil, propagou-se o ideário escolanovista. O escolanovismo acredita que a educação é o exclusivo elemento verdadeiramente eficaz para a construção de uma sociedade democrática, que leva em consideração as diversidades, respeitando a individualidade do sujeito, aptos a refletir sobre a sociedade e capaz de inserir-se nessa sociedade Então de acordo com alguns educadores, a educação escolarizada deveria ser sustentada no indivíduo integrado à democracia, o cidadão atuante e democrático.

Para John Dewey a escola não pode ser uma preparação para a vida, mas sim, a própria vida. Assim, a educação tem como eixo norteador a vida-experiência e aprendizagem, fazendo com que a função da escola seja a de propiciar uma reconstrução permanente da experiência e da aprendizagem dentro de sua vida. Então, para ele, a educação teria uma função democratizadora de igualar as oportunidades. De acordo com o ideário da escola nova, quando falamos de direitos iguais perante a lei, devemos estar aludindo a direitos de oportunidades iguais perante a lei.


Autora: Amelia Hamze
Educadora
Profª UNIFEB/CETEC e FISO - Barretos

Fonte:   http://educador.brasilescola.com/gestao-educacional/escola-nova.htm

Os principais clichês repetidos nas redie sociais (Racismo)

Não penso, logo relincho

Um glossário com a lista dos principais clichês repetidos pelas redes sociais para justificar, no discurso, um mundo de violência e exclusão. Por Matheus Pichonelli 

por Matheus Pichonelli — publicado 26/11/2013 15:09, última modificação 27/11/2013 20:51 

Dizem que uma mentira repetida à exaustão se transforma em verdade. Pura mentira. Uma mentira repetida à exaustão é só uma mentira, que descamba para o clichê, que descamba para o discurso. E o discurso, quando mal calibrado, é o terreno para legitimar ofensas, preconceitos, perseguições e exclusões ao longo da História. Nem sempre é resultado da má-fé. Por estranho que pareça, é na maioria das vezes fruto da indigência mental – uma indigência mental que assola as escolas, a imprensa, as tribunas, as mesas de bares, as redes sociais. Com os anos, a liberdade dos leitores para se manifestar sobre qualquer assunto e o exercício de moderação de comentários nos levam a reconhecer um clichê pelo cheiro. Listamos alguns deles abaixo com um apelo humanitário: ao replicar, você não está sendo original; está apenas repetindo uma fórmula pronta sem precisar pensar sobre tema algum. E um clichê repetido à exaustão, vale lembrar, não é debate. É apenas relincho*.

“Negros têm preconceitos contra eles mesmos”
Tentativa clássica de terceirizar o próprio racismo, é a frase mais falada das redes sociais durante o Dia da Consciência Negra. É propagada justamente por quem mais precisa colocar a mão na consciência em datas como esta: pessoas que nunca tomaram enquadro na rua nem foram preteridas em entrevistas de emprego sem motivos aparentes. O discurso é recorrente na boca de quem jamais se questionou por que a maioria da população brasileira não circula em ambientes frequentados pela elite financeira e intelectual do País, como universidades, centros culturais, restaurantes, shows e centros de compra. Tem a sua variação homofóbica aplicada durante a Parada Gay. O sujeito tende a imaginar que Dia Branco e Dia Hétero são equivalentes porque ignora os processos históricos de dominação e exclusão de seu próprio país.

“Não precisamos de consciência preta, parda ou branca. Precisamos de consciência humana”
Eis uma verdade fatiada que deixa algumas perguntas no contrapé: o manifestante a exigir direitos iguais não é gente? O que mais se busca, nessas datas, se não a consciência humana? Ou ela seria necessária, com ou sem feriado, caso a cor da pele (ou o gênero ou a sexualidade) não fosse, ainda hoje, fatores de exclusão e agressão?

“Héteros morrem mais do que homossexuais. Portanto, somos mais vulneráveis”
É o mesmo que medir o volume de um açude com uma régua escolar. Crimes como homicídio, latrocínio, roubo ou furto têm causas diversas: rouba-se ou mata-se por uma carteira, por ciúmes, por fome, por motivo fútil, por futebol, mas não necessariamente por causa da orientação sexual da vítima. O argumento é utilizado por quem nunca se perguntou por que ninguém acorda em um belo dia e decide estourar uma barra de ferro na cabeça de alguém só porque este alguém gosta e anda de mãos dadas com alguém do sexo oposto. O crime motivado por ódio contra heterossexuais é tão plausível quanto ser engolido por uma jaguatirica em plena Avenida Paulista.

“Estamos criando uma ditadura gay (ou racial) no Brasil. O que essas pessoas querem é privilégio”
Frase utilizada por quem jamais imaginou a seguinte cena: o sujeito acorda, vê na tevê sempre os mesmos apresentadores, sempre as mesmas pautas, sempre as mesmas gracinhas. No caminho do trabalho, ouve ofensas de pedestres, motoristas e para constantemente em uma mesma blitz que em tese serviria para todos. Mostra documento, RG. Ouve risada às suas costas. Precisa o tempo todo provar que trabalha e paga imposto (além, é claro, de trabalhar e pagar imposto). Chega ao trabalho e é recebido com deferência: “oi boneca”; “oi negão”; “veio sem camisa hoje?”. Quando joga futebol, vê a torcida imitando um macaco, jogando bananas ao campo, ou imitando gazelas. E engasga toda vez que vira as costas e se descobre alvo de algum comentário. Um dia diz: “apenas parem”. E ouve como resposta que ele tem preconceito contra a própria condição ou está em busca de privilégio. Resultado: precisamos de um novo glossário sobre privilégios.

“A mulher deve se dar o valor”
Repetida tanto por homens como por mulheres, é a confissão do recalque, em um caso, e da incompetência, no outro: o homem recorre ao mantra para terceirizar a culpa de não controlar seus próprios instintos; a mulher, por pura assimilação dos mandamentos do pai, do marido e dos irmãos. Nos dois casos o interlocutor acredita que, ao não se dar o valor, a menina assume por sua conta e risco toda e qualquer violência contra sua pretensão. Para se vestir como quer, andar como quer, dizer e fazer o que quer com quem bem quiser, ouvirá, na melhor das hipóteses, que não é a moça certa para casar; na pior, que foi ela quem provocou a agressão.

“Os homens também precisam ser protegidos da violência feminina”
Na Lua, é possível que a violência entre gêneros seja equivalente. Na Terra, ainda está para aparecer o homem que apanhou em casa porque foi chamado de gostoso na rua, levou mão na bunda, ouviu assobios ou ruídos com a língua sem pedir a opinião da mulher. Também não há relevância estatística para os homens que tiveram os corpos rasgados e invadidos por grupos de mulheres que dominam as delegacias do País e minimizam os crimes ao perguntar: “Quem mandou tirar a camisa?”.

“Se ela se deixou ser filmada, é porque quis se exibir”.
Verdade. Mas não leva em conta um detalhe: existe alguém do outro lado da tela, ou da câmera. Este alguém tem um colchão de conforto a seu favor. Se um dia o vídeo vazar, será carregado nos braços como comedor. Ela, enquanto isso, vai ser sempre a exibida. A puta. A idiota que deixou ser flagrada. A vergonha da família. A piada na escola. Parece uma relação bastante equilibrada, não?

“O humor politicamente correto é sacal”
É a mais pura verdade em um mundo no qual o politicamente incorreto serve para manter as posições originais: ricos rindo de pobres, paulistas ridicularizando nordestinos, brancos ricos fazendo troça de mulatos pobres, machões buscando graça na vulnerabilidade de gays e mulheres. As provocações são brincadeiras saudáveis à medida que a plateia não se identifica com elas: a graça de uma piada sobre português é proporcional à distância do primeiro português daquele salão. Via de regra, a frase é usada por quem jura se ofender quando chamado de girafa branca tanto quanto um negro ao ser chamado de macaco. Só não vale perguntar se o interlocutor já foi chamado de “elemento suspeito”, com tapas e humilhações, pelo simples fato de ser alto como o artiodátilo.

“Bolsa Família incentiva a vagabundagem. Pegar na enxada e trabalhar ninguém quer”
Há duas origens para a sentença. Uma advém da bronca – manifestada, ironicamente, por quem jamais pegou em enxada – por não se encontrar hoje em dia uma boa empregada doméstica pelo mesmo preço e a mesma facilidade. A outra origem é da turma do “pegar o jornal e ler além do horóscopo ninguém quer”; se quisesse, o autor da frase saberia que o Bolsa Empreiteiro (que também dispensa a enxada) consome muito mais o orçamento público do que programa de transferência de renda. Ou que a maioria dos beneficiários de Bolsa Família não só trabalha como é obrigada a vacinar os filhos, manter a regularidade na escola e atravessar as portas de saída do programa. Mas a ojeriza sobre números e fatos é a mesma que consagrou a enxada como símbolo do nojo ao trabalho.

“Na ditadura as coisas funcionavam”
Frase geralmente acolhida por pacientes com síndrome de Estocolmo. Entre 1964 e 1985, a economia nacional crescia para poucos, às custas de endividamento externo e da subserviência a Washington; universalização do ensino e da saúde era piada pronta, ninguém podia escolher os seus representantes, a imprensa não podia criticar os generais e a sensação de segurança e honestidade era construída à base da omissão porque ninguém investigava ninguém. Em todo caso, qualquer desvio identificado era prontamente ofuscado com receitas de bolo na primeira página (os bolos eram de fato melhores).


“Você defende direito de presos porque ele não agrediu ninguém da sua família”.
É o sofisma usado geralmente contra quem defende o uso das leis para que a lei seja garantida. Para o sujeito, aplicação de penas e encarceramentos são privilégios bancados às custas dele, o contribuinte. Em sua lógica, o Estado só seria efetivo se garantisse a sua segurança e instituísse a vingança como base constitucional. Assim, a eventual agressão contra um integrante de uma família seria compensada com a agressão a um integrante da família do acusado. O acúmulo de experiência, aperfeiçoamento de leis e instituições, para ele, são papo de intelectual: bons eram os tempos dos linchamentos, dos apedrejamentos públicos, da Lei de Talião. Falta perguntar se o defensor do fuzilamento está disposto a dar a cara a tapa, ou a tiro, quando o filho dirigir bêbado, atropelar, agredir e violentar a família de quem, como ele, defende penas mais duras para crimes inafiançáveis.

“A criminalidade só vai diminuir quando tiver pena de morte no Brasil”
Frase repetida por quem admira o modelo prisional e o corredor da morte dos EUA, o país mais rico do mundo e ao mesmo tempo o mais violento entre as nações desenvolvidas. Lá o crime pode não compensar (em algum lugar compensa?), mas está longe de ser varrido junto com seus meliantes.

“Político deveria ser tratado por médico cubano”
Tradução: “não gosto de política nem de cubano”. Pelo raciocínio, todo paciente tratado por cubanos VAI morrer e todo político que precisa de tratamento médico DEVE morrer. Para o autor da frase, bons eram os tempos em que, na falta de médico brasileiro, deixava-se o paciente morrer – ou quando as leis eram criadas não pelo Legislativo, mas pelo humor de quem governa na canetada.

“Deveriam fazer testes de medicamento em presidiários, não em animais”
Também conhecida como “não aprendemos nada com a parábola do filho Pródigo que tantas vezes rezamos na catequese”. É citada por quem não aceita tratamento desumano contra os bichos, mas não liga para o tratamento desumano contra humanos. É repetida também por quem se imagina livre de todo pecado e das grandes ironias da vida, como um certo fiscal da prefeitura de São Paulo que um certo dia criticou o direito ao indulto de presidiários e, no outro, estava preso acusado de participação na máfia do ISS. É como dizem: teste de laboratório na cela dos outros é refresco.

“Por que você não vai para Cuba?”
Também conhecida como “acabou meu estoque de argumentos. Estou andando na banguela”.

Fonte:  http://www.cartacapital.com.br/sociedade/nao-penso-logo-relincho-4941.html

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Aplicativos para Deficientes Visuais

Aplicativos para Deficientes Visuais

Os aplicativos Tandera são aplicativos para celulares Android desenvolvidos especialmente para pessoas cegas ou com baixa visão.
Os aplicativos Tandera facilitam a utilização do celular, melhoram a qualidade de vida e a independência das pessoas com deficiência visual.
Conheça os aplicativos Tandera:

Tandera Dinheiro

Tandera Dinheiro é um aplicativo desenvolvido para pessoas com deficiência visual.
O Tandera Dinheiro ajuda pessoas com deficiência visual a identificarem o valor das cédulas do dinheiro brasileiro, o Real.
O Tandera Dinheiro consegue identificar todas as notas do real brasileiro, inclusive as novas notas de R$10, R$20, R$50 e R$100.
Observações Importantes
  1. Este aplicativo não foi desenvolvido para identificar notas falsas.
  2. Para que as notas seja identificadas, é importante ter uma boa iluminação no momento da utilização.
  3. O processamento de imagem do Tandera Dinheiro exige um celular com bom processador. Procure adquirir um celular com processador de pelo menos 800 Mhz.

Instruções de Uso

  1. Inicie o Tandera Dinheiro.
  2. Coloque seu celular sobre a nota, no centro da nota, e paralelo à nota que você deseja identificar. Vagarosamente levante seu celular até que ele fale e identifique a nota. Se este processo não funcionar na primeira vez, por favor repita ou tente trocar o lado da nota.

Tandera Launcher

O Tandera Launcher é um aplicativo que substitui o Aplicativo Inicial do Android e facilita a utilização do celular por pessoas cegas ou com baixa visão.
O Tandera Launcher é composto de vários aplicativos desenvolvidos especialmente para pessoas cegas.
Estes aplicativos são:
        • Telefone

    Gerencia o registro de chamadas atendidas, não atendidas e ligações feitas.
        • Contatos

    Lista, cria, edita e apaga contatos.
        • Mensagens SMS

    Lê as mensagens recebidas e envia mensagens para números e contatos.
        • Alarmes

    Lista, cria, edita e apaga alarmes.
        • Informações

    Informa hora, data, nível da bateria e situação da rede de celular.
        • Aplicativos

    Lista e acessa todos os aplicativos instalados no seu celular.
        • Onde estou

    Fornece sua localização pelo GPS ou a localização aproximada baseada nas antenas de celular. É preciso ter Internet para usar este aplicativo.

Instruções de Uso

Para utilizar é bastante simples.
Basta mover seu dedo sobre a tela, e o aplicativo irá falar qual item está debaixo do seu dedo.
Se quiser ativar aquele item, basta dar dois toques rápidos na tela.
Você também pode utilizar o teclado físico do aparelho para navegar.

Observação Importante

Para utilizar o Tandera Launcher, é necessário ter um sintetizador de voz instalado no seu celular.
Por padrão, o Android já traz alguns sintetizadores, alguns em Inglês, outros em Espanhol, mas nenhum deles em Português. Caso queira utilizar um sintetizador em Português, recomendamos que instale o aplicativo ACapela, e busque a voz Márcia.

Perguntas frequentes



Nunca usei Android. Onde posso aprender mais?

Um bom ponto de partida é o blog TalkDroid, que é escrito pelo Kellerson Viana de Belo Horizonte. Este blog fala sobre Acessibilidade no Android para Pessoas com Deficiência Visual.

Como posso comprar os aplicativos Tandera?

Você pode comprar pelo seu celular ou pelo site do Google Play.
Você precisa ter um cartão de crédito internacional para comprar os aplicativos.

Na Play Store estão me pedindo usuário e senha? O que é?

Para usar o Google Play Store você precisa de um usuário e senha válido do Google. Pode ser o mesmo usuário e senha que você usa no GMail, por exemplo.

Não tenho cartão de crédito internacional. Posso usar um cartão de crédito nacional?

Infelizmente não. Quem controla  a compra e venda dos aplicativos é o Google que exige um cartão de crédito internacional. Se você não tem um, ligue para a operadora do seu cartão de crédito e peça para habilitarem a opção de compra internacional.

Não tenho cartão de crédito internacional. Posso pagar por boleto bancário, depósito em conta ou Pay Pal?

Infelizmente não. Na verdade, quando um aplicativo é vendido pela Play Store, o Google fica com 30% do valor da venda. Por isso, ao publicar um arquivo na Play Store, o Google pede a quem desenvolveu que concorde com os Termos de Uso que proíbem a venda de aplicativos por outros meios.

O Tandera Dinheiro reconhece euro, dólar ou outra moeda?

O Tandera Dinheiro reconhece somente cédulas de Real.

O Tandera Dinheiro reconhece notas falsas?

O Tandera Dinheiro não foi feito para reconhecer notas falsas.

Existe versão dos aplicativos para Nokia Symbian?

Embora o Symbian seja um bom sistema operacional, ele foi abandonado pela Nokia que pretende parar de vender aparelhos Symbian em breve, como visto em uma matéria da Gazeta do Povo de agosto de 2011, copiada abaixo:
A Nokia anunciou na última semana o fim do sistema operacional Symbian, que durante anos esteve entre os sistemas móveis mais usados no mundo. A empresa finlandesa planeja parar de vender aparelhos baseados no sistema operacional criado por ela nos Estados Unidos e no Canadá até o começo do ano que vem. A decisão foi tomada para que a empresa possa focar apenas nos smartphones com Windows Phone, a aposta da Nokia.

Existe versão dos aplicativos para iPhone?

No momento não existe versão de nenhum dos aplicativos  para iPhone. Não temos previsão de quando terá.
Fonte: http://www.celulartandera.com.br/tandera-launcher/


COMENTÁRIOS: Decidi postar sobre este aplicativo pois achei um aplicativo simples mas com informações necessárias para um deficiente visual. Tenho notado a dificuldade que minha mãe tem com o reconhecimento das notas e moedas. Sua deficiência visual aumentou chegando hoje a cegueira (que ela ainda não assumiu) mas é visível pelos familiares esta dificuldade em reconhecer o valor das notas. Sendo assim decidi postar sobre este aplicativo pois encontrei nele uma solução para o problema que tenho em casa.
Nesta postagem tem todas as informações necessárias sobre o aplicativo.



Tragédia: Deslizamento na serra das araras em 1967

Maior tragédia do Brasil foi na Serra das Araras


Uma cruz de 10 metros na subida da Serra das Araras (Piraí-RJ), no local conhecido por Ponte Coberta, marca o início de um enorme cemitério construído pela natureza. Lá estão cerca de 1.400 mortos (fora os mais de 300 corpos resgatados) vítimas de soterramento pelo temporal que atingiu a serra em janeiro de 1967. Foi a maior tragédia da história do país, superando o número de mortos da atual tragédia na Região Serrana do Estado do Rio de Janeiro, hoje acima de 500.

No episódio da Serra das Araras, suas encostas praticamente se dissolveram em um diâmetro de 30 quilômetros. Rios de lama desceram a serra levando abaixo ônibus, caminhões e carros. A maioria dos veículos jamais foi encontrada. Uma ponte foi carregada pela avalanche. A Via Dutra ficou interditada por mais de três meses, nos dois sentidos.

A Revista Brasileira de Geografia Física publicou, em julho do ano passado, a lista das maiores catástrofes por deslizamento de terras ocorridos no país. O episódio da Serra das Araras, com seus 1700 mortos estimados, supera de longe qualquer outro acidente do gênero no país.

Para se ter uma idéia do que ocorreu na Serra das Araras basta comparar os índices pluviométricos. A atual tragédia de Teresópolis ocorreu após um volume de chuvas de 140mm em 24 horas. Na Serra das Araras, em 1967, o volume de chuvas chegou a 275 mm em apenas três horas. Quase o dobro de água em um oitavo do tempo.

Mas o episódio da Serra das Araras parece ter sido apagado da memória do país e, especialmente, da imprensa. O noticiário dos veículos de comunicação enfatiza que a tragédia da Região Serrana do Rio superou o desastre de Caraguatatuba em março de 1967 (ver abaixo). O caso da Serra das Araras, ocorrido em janeiro daquele mesmo ano, sequer é citado.

Até a ONU embarcou na história e colocou a tragédia atual entre os dez maiores deslizamentos de terras do mundo nos últimos 111 anos.
Caraguatatuba
O ano de 1967 foi realmente atípico. Em março, dois meses após a tragédia da Serra das Araras, outro desastre atingiu Caraguatatuba, no litoral paulista. Chovia quase todos os dias desde o início do ano (541mm só em janeiro, o dobro do normal). Do dia 17 para 18 de março, um temporal produziu quase 200 mm de chuvas em um solo já encharcado. No início da tarde de 18 de março, sábado, a tragédia aconteceu sob intenso temporal que chegou a acumular 580mm de chuvas em dois dias (Teresópolis teve 366mm em 12 dias).

Segundos os relatos da época, houve uma avalanche de lama, pedras, milhares de árvores inteiras e troncos que desceu das encostas da Serra do Mar, destruindo casas, ruas, estradas e até uma ponte. Cerca de 400 casas sumiram debaixo da lama. Mais de 3 mil pessoas ficaram desabrigadas (20% da população da época). O número de mortos - cerca de 400 - foi feito por estimativa, pois a maioria dos corpos foi soterrada ou arrastada para o mar.

Detalhe: Caraguatatuba, em 1967, era um balneário turístico de 15 mil habitantes. Dá para imaginar quais seriam as consequências se aquela tragédia ocorresse hoje, com os atuais 100 mil habitantes.


A Serra das Araras ficou “pelada” após tragédia de 1967
 A Serra das Araras ficou “pelada” após tragédia de 1967


As marcas dos deslizamentos no mesmo ano de 1967
Caraguatatuba: As marcas dos deslizamentos no mesmo ano de 1967

‘Vimos mortos nas árvores, braços na lama'
Bárbara Osório-MacLaren nasceu na Alemanha em janeiro de 1939. Tendo sobrevivido à II Guerra Mundial, veio para o Brasil com a família em 1950, quando tinha 11 anos, atendendo a um chamado do avô materno, que já vivia no país.
Foi morar em São Paulo, na Tijuca Paulista, fez Admissão no Externato Pedro Dolle e, quando jovem, estudou no Ginásio Salete. Frequentava o Clube Floresta: "Nos encontrávamos (com os amigos) para nadar ou praticar outro esporte", relembra.

Em 1961, mudou-se para a Inglaterra. Seis anos depois, aos 28 anos de idade, voltou ao Brasil para rever os amigos.
Já no Rio de Janeiro, em 22 de janeiro de 1967, às 23 horas, tomou um ônibus da Viação Cometa com destino a São Paulo. Um temporal desabou na Via Dutra, que acabara de ser duplicada. Nunca, naquela região, se havia visto ou iria se ver uma chuva tão forte quanto aquela que presenciava a jovem alemã e que ela relata a seguir:

- Dentro de 40 minutos, na Via Dutra, houve um temporal. O nosso ônibus já estava na subida, mas a estrada se abriu a nossa frente. Lá ficamos até a manhã do dia seguinte. Pela rádio ouvimos os gritos de pessoas em outros carros, estavam sufocando na lama.

Bárbara dá detalhes: "Pela manhã, descemos o morro a pé, vimos mortos nas arvores, braços na lama, as reportagens nos jornais falavam de mais de 400 mortos. Eu desmaiei no transporte de caminhão desta cena ao Centro do Rio. Quando acordei do coma ou desmaio, estava em Lisboa, Portugal. Em outras palavras, em vez de me levarem a um hospital no Rio, me despacharam para a Europa".

A experiência da jovem alemã, hoje com 72 anos, foi contada há dois anos em um depoimento ao site "São Paulo Minha Cidade" e dá a dimensão do que ocorreu na Serra das Araras em 1967.

Mas seu depoimento, 42 anos após a tragédia, é uma raridade. Há poucas histórias registradas sobre os acontecimentos da época, por duas razões: carência de boa cobertura jornalística, em virtude dos parcos recursos tecnológicos da imprensa no período, e o fato de que o episódio foi tão trágico que poucos sobreviveram para testemunhá-lo.

Outra das poucas histórias que sobreviveram também envolve um cidadão estrangeiro. É a história do motorista do ônibus prefixo 529 da Viação Cometa, que salvou a vida de quase todos os passageiros. O motorista, quando vislumbrou a tragédia que poderia se suceder, pediu que todos deixassem o ônibus, mas um estrangeiro recusou-se à deixar o veículo. Poucos minutos depois, uma rocha rolou e caiu sobre o ônibus, matando o estrangeiro.
Salvos: Ônibus da Viação Cometa na Serra das Araras, em 1967. Motorista só não salvou um passageiro

Advogado lembra trabalho de presos
O advogado Affonso José Soares, de Volta Redonda, que morava em Piraí na época da tragédia, lembrou que, na madrugada da tragédia na Serra das Araras, trabalhava em um habeas corpus para a libertação de sete presos. Eles haviam sido detidos, em flagrante, cerca de dois meses antes, praticando um jogo ilegal de aposta conhecido como "Jogo da Biquinha". Durante a madrugada, percebeu o barulho do estrondo, mas continuou o trabalho com o auxílio de um lampião, já que a cidade ficou às escuras por causa dos deslizamentos na serra.

- Estava trabalhando no meu escritório e escutei o estrondo por volta de uma ou duas horas da manhã. Estava trabalhando intensamente em um habeas corpus para sete presos que estavam na cadeia de Piraí e, quando as luzes se apagaram, tive que usar um lampião durante a madrugada toda - lembrou.

Na manhã seguinte, segundo ele, o município foi "invadido" por passageiros do Rio de Janeiro e de São Paulo, que ficaram impossibilitados de passar pela serra devido aos desmoronamentos e crateras.

- Foi uma ocorrência de acidente muito grave. Os ônibus de São Paulo e carros do Rio entravam em Piraí e não tinham como seguir viagem. O comércio foi praticamente invadido por passageiros. A tromba d'água tinha destruído praticamente todo o acesso. Na Serra das Araras, havia crateras enormes. Demoraram quatro ou cinco meses para restabelecer a situação - lembrou.

Antes do meio dia, no dia da tragédia, o advogado lembra que foi procurado pelo delegado que pediu sua ajuda para convencer os presidiários a colaborarem no resgate das vítimas.

- O contingente da delegacia era de cinco pessoas, entre policiais militares e civis e havia necessidade imediata de pessoas para realizar o trabalho de prestar socorro às vítimas presas nas crateras. O delegado acrescentou que os presos depositavam confiança em mim e me respeitavam e que eu poderia convencê-los a ajudar - continuou.

Ao dirigir-se àquele que seria o "líder" dos presos, Affonso recordou que frisou a oportunidade de os presos mostrarem humanidade e solidariedade.

- Falei que eles estavam tendo uma oportunidade de prestar um serviço público e demonstrar espírito solidário. Mesmo assim, lembrei que se esboçassem qualquer reação de rebeldia poderiam ter sérios problemas, porque eu tinha material suficiente para incriminá-los. Eles aceitaram e pediram para dizer que estavam nas mãos do delegado - acrescentou o advogado.

Os sete presos fizeram o trabalham mais pesado do salvamento: foram amarrados por cordas e descidos até o local em que estavam às vítimas. Além de auxiliar no salvamento e nos primeiros socorros aos sobreviventes, apanhavam corpos e os traziam abraçados.

"Eles eram fortes e fizeram um trabalho que ninguém queria fazer. Trabalharam por 48 horas e voltaram à delegacia para ajudar na parte burocrática", frisou Affonso.

Dias depois, por intermédio de um escrivão piraiense que vinha de São Paulo, Affonso descobriu que o trabalho executado pelos presos havia ido parar na primeira página do Jornal da Tarde com o título "Os sete homens bons". Sem pestanejar, anexou a reportagem ao processo que estava organizando.

- Apanhei a primeira página do Jornal da Tarde e juntei ao habeas corpus e tenho certeza que isso contribuiu para obter a liberação deles. Eles demonstraram seu lado humano, o de quem não é só criminoso, bandido - explicou.















Fonte :  http://diariodovale.uol.com.br/noticias/4,34343.html#axzz2llGtHCb1
 http://bogdopaulinho.blogspot.com.br/2011/01/1967-serra-das-araras-maior-tragedia.html

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

CEGUEIRA E PERDA DE VISÃO

Este tema foi da aula de Educação Especial com a Prof.ª Luzmarina

CEGUEIRA E PERDA DE VISÃO
Sinônimos: Perda de visão; Nenhuma percepção de luz (NLP); Baixa visão
O que é Cegueira e perda de visão?
A cegueira é a falta de visão. Cegueira também pode se referir a uma perda de visão que não pode ser corrigida com óculos ou lentes de contato. A cegueira pode ser total ou parcial:
·         Cegueira parcial significa que você tem visão muito limitada.
·         Cegueira total significa que você não consegue ver nada e não vê luz (a maioria dos pessoas que usa o termo "cegueira" quer dizer cegueira total).
A perda de visão se refere à perda parcial ou total de visão. Esta perda de visão pode acontecer de repente ou ao longo de um tempo.
Alguns tipos de perda de visão nunca levam à cegueira total.
A cegueira tem muitas causas. Entre as principais causas de cegueira estão: Acidentes ou ferimentos na superfície do olho (como queimaduras químicas ou lesões em esportes)
·         Diabetes
·         Glaucoma
·         Degeneração macular

Pressão alta nos olhos (glaucoma) está entre as causas de cegueira
O tipo de perda de visão parcial pode diferenciar, dependendo da causa:
·         Com a catarata, a visão pode ficar nebulosa ou confusa e também pode haver problemas para ver formas
·         Com o diabetes, a visão pode ficar embaçada, pode haver sombras ou áreas ausentes de visão e dificuldade para enxergar à noite
·         Com o glaucoma, pode haver visão em túnel e embaçada
·         Com a degeneração macular, a visão lateral é normal, mas a central é perdida lentamente
Outras causas de cegueira incluem:
·         Vasos sanguíneos bloqueados
·         Complicações de parto prematuro (fibroplasia retrolenticular)
·         Complicações de cirurgia oftálmica
·         Olho preguiçoso
·         Neurite óptica
·         Derrame cerebral
·         Retinite pigmentosa
·         Tumores como retinoblastoma e glioma óptico
Qualquer pessoa com visão reduzida não-corregível é considerada como sendo deficientes visuais, e pode ter um vasto leque de causas. A Organização Mundial de Saúde usa as seguintes classificações de deficiência visual. Quando a visão no melhor olho com a melhor correção é possível com uso de óculos:
·         20/30 a 20/60 : é considerado leve perda de visão, ou próximo da visão normal
·         20/70 a 20/160 : é considerada baixa visão moderada, baixa visão moderada
·         20/200 a 20/400 : é considerado grave deficiência visual, baixa visão grave
·         20/500 a 20/1000 : é considerado visão profunda, baixa visão profunda
·         Inferior a 20/1000 : é considerado quase total deficiência visual, cegueira total ou quase
·         Nenhuma Percepção da luz : é considerada total deficiência visual, cegueira total
Existem também os níveis de deficiência visual baseado na perda do campo visual (perda de visão periférica).
Em Acuidade visual existe mais informações e consulta do gráfico internacional de acuidade visual
Nos Estados Unidos, qualquer pessoa com a visão que não possa ser corrigida para melhor que 20/200 no melhor olho, ou tenha 20 graus (diâmetro) ou menos de campo visual é considerado como "legalmente cego" ou elegíveis para deficiência e classificação possível na inclusão de certos programas governamentais.
A nível mundial, em 2002 mais de 161 milhões de pessoas ficaram deficientes visuais, dos quais 124 milhões de pessoas tinham baixa visão e 37 milhões eram cegos. No entanto, por alguns erros cometidos algumas causas para a deficiência visual não foram incluídas, o que implica que a real magnitude global da deficiência visual é maior.


·         A nível mundial, para cada pessoa cega, uma média de 3,4 pessoas têm baixa visão, com o país e a variação regional variando de 2,4 a 5,5.

·         Acuidade visual (AV) é uma característica do olho de reconhecer dois pontos muito próximos. Vários fatores especificam a esta acuidade, em especial, a distância entre os fotorrecetores na retina e também da precisão da refração.

·         Ela é determinada pela menor imagem retiniana percebida pelo indivíduo. Sua medida é dada pela relação entre o tamanho do menor objeto (optotipo) visualizado e a distância entre observador e objeto. A diminuição da acuidade visual causa importante déficit (défice) funcional e considerável morbidade a seus portadores. Seu reconhecimento é importante, pois na maior parte das vezes tal deficiência pode ser corrigida com terapêutica adequada. A acuidade visual pode ser medida através de escalas optótipos.

Baixa visão é para quem tem uma acuidade visual menor que 20/60 (0,3), até a percepção de luz ou, um campo visual menor que 10 graus do ponto de fixação.


quinta-feira, 17 de outubro de 2013

TRABALHO NA LIXA

Trabalho na lixa realizado na aula de artes


Chapeuzinho Vermelho

LIVRO DE HISTÓRIA

Tecidos branco e vermelho. Renda branca.

 Unir os dois tecidos com a renda e costurar.

 Deixe um lado aberto 

 Coloque um pedaço de cartolina por dentro. feche a abertura que você  deixou.

 A minha historia é do Chapeuzinho vermelho, por isso escolhi a cor vermelha. repare que deixei um encaixe para meu livro de um lado e do outro deixei espaços para os dedoches serem encaixados.

Dobre ao meio e pronto estão guardados seu livro e os dedoches. Agora é só contar a historia pra criançada e se divertir.