terça-feira, 26 de novembro de 2013

Aplicativos para Deficientes Visuais

Aplicativos para Deficientes Visuais

Os aplicativos Tandera são aplicativos para celulares Android desenvolvidos especialmente para pessoas cegas ou com baixa visão.
Os aplicativos Tandera facilitam a utilização do celular, melhoram a qualidade de vida e a independência das pessoas com deficiência visual.
Conheça os aplicativos Tandera:

Tandera Dinheiro

Tandera Dinheiro é um aplicativo desenvolvido para pessoas com deficiência visual.
O Tandera Dinheiro ajuda pessoas com deficiência visual a identificarem o valor das cédulas do dinheiro brasileiro, o Real.
O Tandera Dinheiro consegue identificar todas as notas do real brasileiro, inclusive as novas notas de R$10, R$20, R$50 e R$100.
Observações Importantes
  1. Este aplicativo não foi desenvolvido para identificar notas falsas.
  2. Para que as notas seja identificadas, é importante ter uma boa iluminação no momento da utilização.
  3. O processamento de imagem do Tandera Dinheiro exige um celular com bom processador. Procure adquirir um celular com processador de pelo menos 800 Mhz.

Instruções de Uso

  1. Inicie o Tandera Dinheiro.
  2. Coloque seu celular sobre a nota, no centro da nota, e paralelo à nota que você deseja identificar. Vagarosamente levante seu celular até que ele fale e identifique a nota. Se este processo não funcionar na primeira vez, por favor repita ou tente trocar o lado da nota.

Tandera Launcher

O Tandera Launcher é um aplicativo que substitui o Aplicativo Inicial do Android e facilita a utilização do celular por pessoas cegas ou com baixa visão.
O Tandera Launcher é composto de vários aplicativos desenvolvidos especialmente para pessoas cegas.
Estes aplicativos são:
        • Telefone

    Gerencia o registro de chamadas atendidas, não atendidas e ligações feitas.
        • Contatos

    Lista, cria, edita e apaga contatos.
        • Mensagens SMS

    Lê as mensagens recebidas e envia mensagens para números e contatos.
        • Alarmes

    Lista, cria, edita e apaga alarmes.
        • Informações

    Informa hora, data, nível da bateria e situação da rede de celular.
        • Aplicativos

    Lista e acessa todos os aplicativos instalados no seu celular.
        • Onde estou

    Fornece sua localização pelo GPS ou a localização aproximada baseada nas antenas de celular. É preciso ter Internet para usar este aplicativo.

Instruções de Uso

Para utilizar é bastante simples.
Basta mover seu dedo sobre a tela, e o aplicativo irá falar qual item está debaixo do seu dedo.
Se quiser ativar aquele item, basta dar dois toques rápidos na tela.
Você também pode utilizar o teclado físico do aparelho para navegar.

Observação Importante

Para utilizar o Tandera Launcher, é necessário ter um sintetizador de voz instalado no seu celular.
Por padrão, o Android já traz alguns sintetizadores, alguns em Inglês, outros em Espanhol, mas nenhum deles em Português. Caso queira utilizar um sintetizador em Português, recomendamos que instale o aplicativo ACapela, e busque a voz Márcia.

Perguntas frequentes



Nunca usei Android. Onde posso aprender mais?

Um bom ponto de partida é o blog TalkDroid, que é escrito pelo Kellerson Viana de Belo Horizonte. Este blog fala sobre Acessibilidade no Android para Pessoas com Deficiência Visual.

Como posso comprar os aplicativos Tandera?

Você pode comprar pelo seu celular ou pelo site do Google Play.
Você precisa ter um cartão de crédito internacional para comprar os aplicativos.

Na Play Store estão me pedindo usuário e senha? O que é?

Para usar o Google Play Store você precisa de um usuário e senha válido do Google. Pode ser o mesmo usuário e senha que você usa no GMail, por exemplo.

Não tenho cartão de crédito internacional. Posso usar um cartão de crédito nacional?

Infelizmente não. Quem controla  a compra e venda dos aplicativos é o Google que exige um cartão de crédito internacional. Se você não tem um, ligue para a operadora do seu cartão de crédito e peça para habilitarem a opção de compra internacional.

Não tenho cartão de crédito internacional. Posso pagar por boleto bancário, depósito em conta ou Pay Pal?

Infelizmente não. Na verdade, quando um aplicativo é vendido pela Play Store, o Google fica com 30% do valor da venda. Por isso, ao publicar um arquivo na Play Store, o Google pede a quem desenvolveu que concorde com os Termos de Uso que proíbem a venda de aplicativos por outros meios.

O Tandera Dinheiro reconhece euro, dólar ou outra moeda?

O Tandera Dinheiro reconhece somente cédulas de Real.

O Tandera Dinheiro reconhece notas falsas?

O Tandera Dinheiro não foi feito para reconhecer notas falsas.

Existe versão dos aplicativos para Nokia Symbian?

Embora o Symbian seja um bom sistema operacional, ele foi abandonado pela Nokia que pretende parar de vender aparelhos Symbian em breve, como visto em uma matéria da Gazeta do Povo de agosto de 2011, copiada abaixo:
A Nokia anunciou na última semana o fim do sistema operacional Symbian, que durante anos esteve entre os sistemas móveis mais usados no mundo. A empresa finlandesa planeja parar de vender aparelhos baseados no sistema operacional criado por ela nos Estados Unidos e no Canadá até o começo do ano que vem. A decisão foi tomada para que a empresa possa focar apenas nos smartphones com Windows Phone, a aposta da Nokia.

Existe versão dos aplicativos para iPhone?

No momento não existe versão de nenhum dos aplicativos  para iPhone. Não temos previsão de quando terá.
Fonte: http://www.celulartandera.com.br/tandera-launcher/


COMENTÁRIOS: Decidi postar sobre este aplicativo pois achei um aplicativo simples mas com informações necessárias para um deficiente visual. Tenho notado a dificuldade que minha mãe tem com o reconhecimento das notas e moedas. Sua deficiência visual aumentou chegando hoje a cegueira (que ela ainda não assumiu) mas é visível pelos familiares esta dificuldade em reconhecer o valor das notas. Sendo assim decidi postar sobre este aplicativo pois encontrei nele uma solução para o problema que tenho em casa.
Nesta postagem tem todas as informações necessárias sobre o aplicativo.



Tragédia: Deslizamento na serra das araras em 1967

Maior tragédia do Brasil foi na Serra das Araras


Uma cruz de 10 metros na subida da Serra das Araras (Piraí-RJ), no local conhecido por Ponte Coberta, marca o início de um enorme cemitério construído pela natureza. Lá estão cerca de 1.400 mortos (fora os mais de 300 corpos resgatados) vítimas de soterramento pelo temporal que atingiu a serra em janeiro de 1967. Foi a maior tragédia da história do país, superando o número de mortos da atual tragédia na Região Serrana do Estado do Rio de Janeiro, hoje acima de 500.

No episódio da Serra das Araras, suas encostas praticamente se dissolveram em um diâmetro de 30 quilômetros. Rios de lama desceram a serra levando abaixo ônibus, caminhões e carros. A maioria dos veículos jamais foi encontrada. Uma ponte foi carregada pela avalanche. A Via Dutra ficou interditada por mais de três meses, nos dois sentidos.

A Revista Brasileira de Geografia Física publicou, em julho do ano passado, a lista das maiores catástrofes por deslizamento de terras ocorridos no país. O episódio da Serra das Araras, com seus 1700 mortos estimados, supera de longe qualquer outro acidente do gênero no país.

Para se ter uma idéia do que ocorreu na Serra das Araras basta comparar os índices pluviométricos. A atual tragédia de Teresópolis ocorreu após um volume de chuvas de 140mm em 24 horas. Na Serra das Araras, em 1967, o volume de chuvas chegou a 275 mm em apenas três horas. Quase o dobro de água em um oitavo do tempo.

Mas o episódio da Serra das Araras parece ter sido apagado da memória do país e, especialmente, da imprensa. O noticiário dos veículos de comunicação enfatiza que a tragédia da Região Serrana do Rio superou o desastre de Caraguatatuba em março de 1967 (ver abaixo). O caso da Serra das Araras, ocorrido em janeiro daquele mesmo ano, sequer é citado.

Até a ONU embarcou na história e colocou a tragédia atual entre os dez maiores deslizamentos de terras do mundo nos últimos 111 anos.
Caraguatatuba
O ano de 1967 foi realmente atípico. Em março, dois meses após a tragédia da Serra das Araras, outro desastre atingiu Caraguatatuba, no litoral paulista. Chovia quase todos os dias desde o início do ano (541mm só em janeiro, o dobro do normal). Do dia 17 para 18 de março, um temporal produziu quase 200 mm de chuvas em um solo já encharcado. No início da tarde de 18 de março, sábado, a tragédia aconteceu sob intenso temporal que chegou a acumular 580mm de chuvas em dois dias (Teresópolis teve 366mm em 12 dias).

Segundos os relatos da época, houve uma avalanche de lama, pedras, milhares de árvores inteiras e troncos que desceu das encostas da Serra do Mar, destruindo casas, ruas, estradas e até uma ponte. Cerca de 400 casas sumiram debaixo da lama. Mais de 3 mil pessoas ficaram desabrigadas (20% da população da época). O número de mortos - cerca de 400 - foi feito por estimativa, pois a maioria dos corpos foi soterrada ou arrastada para o mar.

Detalhe: Caraguatatuba, em 1967, era um balneário turístico de 15 mil habitantes. Dá para imaginar quais seriam as consequências se aquela tragédia ocorresse hoje, com os atuais 100 mil habitantes.


A Serra das Araras ficou “pelada” após tragédia de 1967
 A Serra das Araras ficou “pelada” após tragédia de 1967


As marcas dos deslizamentos no mesmo ano de 1967
Caraguatatuba: As marcas dos deslizamentos no mesmo ano de 1967

‘Vimos mortos nas árvores, braços na lama'
Bárbara Osório-MacLaren nasceu na Alemanha em janeiro de 1939. Tendo sobrevivido à II Guerra Mundial, veio para o Brasil com a família em 1950, quando tinha 11 anos, atendendo a um chamado do avô materno, que já vivia no país.
Foi morar em São Paulo, na Tijuca Paulista, fez Admissão no Externato Pedro Dolle e, quando jovem, estudou no Ginásio Salete. Frequentava o Clube Floresta: "Nos encontrávamos (com os amigos) para nadar ou praticar outro esporte", relembra.

Em 1961, mudou-se para a Inglaterra. Seis anos depois, aos 28 anos de idade, voltou ao Brasil para rever os amigos.
Já no Rio de Janeiro, em 22 de janeiro de 1967, às 23 horas, tomou um ônibus da Viação Cometa com destino a São Paulo. Um temporal desabou na Via Dutra, que acabara de ser duplicada. Nunca, naquela região, se havia visto ou iria se ver uma chuva tão forte quanto aquela que presenciava a jovem alemã e que ela relata a seguir:

- Dentro de 40 minutos, na Via Dutra, houve um temporal. O nosso ônibus já estava na subida, mas a estrada se abriu a nossa frente. Lá ficamos até a manhã do dia seguinte. Pela rádio ouvimos os gritos de pessoas em outros carros, estavam sufocando na lama.

Bárbara dá detalhes: "Pela manhã, descemos o morro a pé, vimos mortos nas arvores, braços na lama, as reportagens nos jornais falavam de mais de 400 mortos. Eu desmaiei no transporte de caminhão desta cena ao Centro do Rio. Quando acordei do coma ou desmaio, estava em Lisboa, Portugal. Em outras palavras, em vez de me levarem a um hospital no Rio, me despacharam para a Europa".

A experiência da jovem alemã, hoje com 72 anos, foi contada há dois anos em um depoimento ao site "São Paulo Minha Cidade" e dá a dimensão do que ocorreu na Serra das Araras em 1967.

Mas seu depoimento, 42 anos após a tragédia, é uma raridade. Há poucas histórias registradas sobre os acontecimentos da época, por duas razões: carência de boa cobertura jornalística, em virtude dos parcos recursos tecnológicos da imprensa no período, e o fato de que o episódio foi tão trágico que poucos sobreviveram para testemunhá-lo.

Outra das poucas histórias que sobreviveram também envolve um cidadão estrangeiro. É a história do motorista do ônibus prefixo 529 da Viação Cometa, que salvou a vida de quase todos os passageiros. O motorista, quando vislumbrou a tragédia que poderia se suceder, pediu que todos deixassem o ônibus, mas um estrangeiro recusou-se à deixar o veículo. Poucos minutos depois, uma rocha rolou e caiu sobre o ônibus, matando o estrangeiro.
Salvos: Ônibus da Viação Cometa na Serra das Araras, em 1967. Motorista só não salvou um passageiro

Advogado lembra trabalho de presos
O advogado Affonso José Soares, de Volta Redonda, que morava em Piraí na época da tragédia, lembrou que, na madrugada da tragédia na Serra das Araras, trabalhava em um habeas corpus para a libertação de sete presos. Eles haviam sido detidos, em flagrante, cerca de dois meses antes, praticando um jogo ilegal de aposta conhecido como "Jogo da Biquinha". Durante a madrugada, percebeu o barulho do estrondo, mas continuou o trabalho com o auxílio de um lampião, já que a cidade ficou às escuras por causa dos deslizamentos na serra.

- Estava trabalhando no meu escritório e escutei o estrondo por volta de uma ou duas horas da manhã. Estava trabalhando intensamente em um habeas corpus para sete presos que estavam na cadeia de Piraí e, quando as luzes se apagaram, tive que usar um lampião durante a madrugada toda - lembrou.

Na manhã seguinte, segundo ele, o município foi "invadido" por passageiros do Rio de Janeiro e de São Paulo, que ficaram impossibilitados de passar pela serra devido aos desmoronamentos e crateras.

- Foi uma ocorrência de acidente muito grave. Os ônibus de São Paulo e carros do Rio entravam em Piraí e não tinham como seguir viagem. O comércio foi praticamente invadido por passageiros. A tromba d'água tinha destruído praticamente todo o acesso. Na Serra das Araras, havia crateras enormes. Demoraram quatro ou cinco meses para restabelecer a situação - lembrou.

Antes do meio dia, no dia da tragédia, o advogado lembra que foi procurado pelo delegado que pediu sua ajuda para convencer os presidiários a colaborarem no resgate das vítimas.

- O contingente da delegacia era de cinco pessoas, entre policiais militares e civis e havia necessidade imediata de pessoas para realizar o trabalho de prestar socorro às vítimas presas nas crateras. O delegado acrescentou que os presos depositavam confiança em mim e me respeitavam e que eu poderia convencê-los a ajudar - continuou.

Ao dirigir-se àquele que seria o "líder" dos presos, Affonso recordou que frisou a oportunidade de os presos mostrarem humanidade e solidariedade.

- Falei que eles estavam tendo uma oportunidade de prestar um serviço público e demonstrar espírito solidário. Mesmo assim, lembrei que se esboçassem qualquer reação de rebeldia poderiam ter sérios problemas, porque eu tinha material suficiente para incriminá-los. Eles aceitaram e pediram para dizer que estavam nas mãos do delegado - acrescentou o advogado.

Os sete presos fizeram o trabalham mais pesado do salvamento: foram amarrados por cordas e descidos até o local em que estavam às vítimas. Além de auxiliar no salvamento e nos primeiros socorros aos sobreviventes, apanhavam corpos e os traziam abraçados.

"Eles eram fortes e fizeram um trabalho que ninguém queria fazer. Trabalharam por 48 horas e voltaram à delegacia para ajudar na parte burocrática", frisou Affonso.

Dias depois, por intermédio de um escrivão piraiense que vinha de São Paulo, Affonso descobriu que o trabalho executado pelos presos havia ido parar na primeira página do Jornal da Tarde com o título "Os sete homens bons". Sem pestanejar, anexou a reportagem ao processo que estava organizando.

- Apanhei a primeira página do Jornal da Tarde e juntei ao habeas corpus e tenho certeza que isso contribuiu para obter a liberação deles. Eles demonstraram seu lado humano, o de quem não é só criminoso, bandido - explicou.















Fonte :  http://diariodovale.uol.com.br/noticias/4,34343.html#axzz2llGtHCb1
 http://bogdopaulinho.blogspot.com.br/2011/01/1967-serra-das-araras-maior-tragedia.html

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

CEGUEIRA E PERDA DE VISÃO

Este tema foi da aula de Educação Especial com a Prof.ª Luzmarina

CEGUEIRA E PERDA DE VISÃO
Sinônimos: Perda de visão; Nenhuma percepção de luz (NLP); Baixa visão
O que é Cegueira e perda de visão?
A cegueira é a falta de visão. Cegueira também pode se referir a uma perda de visão que não pode ser corrigida com óculos ou lentes de contato. A cegueira pode ser total ou parcial:
·         Cegueira parcial significa que você tem visão muito limitada.
·         Cegueira total significa que você não consegue ver nada e não vê luz (a maioria dos pessoas que usa o termo "cegueira" quer dizer cegueira total).
A perda de visão se refere à perda parcial ou total de visão. Esta perda de visão pode acontecer de repente ou ao longo de um tempo.
Alguns tipos de perda de visão nunca levam à cegueira total.
A cegueira tem muitas causas. Entre as principais causas de cegueira estão: Acidentes ou ferimentos na superfície do olho (como queimaduras químicas ou lesões em esportes)
·         Diabetes
·         Glaucoma
·         Degeneração macular

Pressão alta nos olhos (glaucoma) está entre as causas de cegueira
O tipo de perda de visão parcial pode diferenciar, dependendo da causa:
·         Com a catarata, a visão pode ficar nebulosa ou confusa e também pode haver problemas para ver formas
·         Com o diabetes, a visão pode ficar embaçada, pode haver sombras ou áreas ausentes de visão e dificuldade para enxergar à noite
·         Com o glaucoma, pode haver visão em túnel e embaçada
·         Com a degeneração macular, a visão lateral é normal, mas a central é perdida lentamente
Outras causas de cegueira incluem:
·         Vasos sanguíneos bloqueados
·         Complicações de parto prematuro (fibroplasia retrolenticular)
·         Complicações de cirurgia oftálmica
·         Olho preguiçoso
·         Neurite óptica
·         Derrame cerebral
·         Retinite pigmentosa
·         Tumores como retinoblastoma e glioma óptico
Qualquer pessoa com visão reduzida não-corregível é considerada como sendo deficientes visuais, e pode ter um vasto leque de causas. A Organização Mundial de Saúde usa as seguintes classificações de deficiência visual. Quando a visão no melhor olho com a melhor correção é possível com uso de óculos:
·         20/30 a 20/60 : é considerado leve perda de visão, ou próximo da visão normal
·         20/70 a 20/160 : é considerada baixa visão moderada, baixa visão moderada
·         20/200 a 20/400 : é considerado grave deficiência visual, baixa visão grave
·         20/500 a 20/1000 : é considerado visão profunda, baixa visão profunda
·         Inferior a 20/1000 : é considerado quase total deficiência visual, cegueira total ou quase
·         Nenhuma Percepção da luz : é considerada total deficiência visual, cegueira total
Existem também os níveis de deficiência visual baseado na perda do campo visual (perda de visão periférica).
Em Acuidade visual existe mais informações e consulta do gráfico internacional de acuidade visual
Nos Estados Unidos, qualquer pessoa com a visão que não possa ser corrigida para melhor que 20/200 no melhor olho, ou tenha 20 graus (diâmetro) ou menos de campo visual é considerado como "legalmente cego" ou elegíveis para deficiência e classificação possível na inclusão de certos programas governamentais.
A nível mundial, em 2002 mais de 161 milhões de pessoas ficaram deficientes visuais, dos quais 124 milhões de pessoas tinham baixa visão e 37 milhões eram cegos. No entanto, por alguns erros cometidos algumas causas para a deficiência visual não foram incluídas, o que implica que a real magnitude global da deficiência visual é maior.


·         A nível mundial, para cada pessoa cega, uma média de 3,4 pessoas têm baixa visão, com o país e a variação regional variando de 2,4 a 5,5.

·         Acuidade visual (AV) é uma característica do olho de reconhecer dois pontos muito próximos. Vários fatores especificam a esta acuidade, em especial, a distância entre os fotorrecetores na retina e também da precisão da refração.

·         Ela é determinada pela menor imagem retiniana percebida pelo indivíduo. Sua medida é dada pela relação entre o tamanho do menor objeto (optotipo) visualizado e a distância entre observador e objeto. A diminuição da acuidade visual causa importante déficit (défice) funcional e considerável morbidade a seus portadores. Seu reconhecimento é importante, pois na maior parte das vezes tal deficiência pode ser corrigida com terapêutica adequada. A acuidade visual pode ser medida através de escalas optótipos.

Baixa visão é para quem tem uma acuidade visual menor que 20/60 (0,3), até a percepção de luz ou, um campo visual menor que 10 graus do ponto de fixação.


quinta-feira, 17 de outubro de 2013

TRABALHO NA LIXA

Trabalho na lixa realizado na aula de artes


Chapeuzinho Vermelho

LIVRO DE HISTÓRIA

Tecidos branco e vermelho. Renda branca.

 Unir os dois tecidos com a renda e costurar.

 Deixe um lado aberto 

 Coloque um pedaço de cartolina por dentro. feche a abertura que você  deixou.

 A minha historia é do Chapeuzinho vermelho, por isso escolhi a cor vermelha. repare que deixei um encaixe para meu livro de um lado e do outro deixei espaços para os dedoches serem encaixados.

Dobre ao meio e pronto estão guardados seu livro e os dedoches. Agora é só contar a historia pra criançada e se divertir.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Gráfico

GRÁFICO


Este gráfico foi elaborado na aula de Práticas Pedagógicas. 

Comênius, o pai da didática moderna

Este trabalho foi apresentado em um seminário sob orientação da Prof.ª Glênia Macedo, falamos sobre os pensadores da educação e ao meu grupo coube Comênius.  

Comênius, o pai da didática moderna
O filósofo tcheco combateu o sistema medieval, defendeu o ensino de "tudo para todos" e foi o primeiro teórico a respeitar a inteligência e os sentimentos da criança.
Quando se fala de uma escola em que as crianças são respeitadas como seres humanos dotados de inteligência, aptidões, sentimentos e limites, logo pensamos em concepções modernas de ensino. Também acreditamos que o direito de todas as pessoas  absolutamente todas - à educação é um princípio que só surgiu há algumas dezenas de anos. De fato, essas idéias se consagraram apenas no século 20, e assim mesmo não em todos os lugares do mundo. Mas elas já eram defendidas em pleno século 17 por Comênio (1592-1670), o pensador tcheco que é considerado o primeiro grande nome da moderna história da educação. 

A obra mais importante de Comênio, Didactica Magna, marca o início da sistematização da pedagogia e da didática no Ocidente. A obra, à qual o autor se dedicou ao longo de sua vida, tinha grande ambição. "Comênio chama sua didática de ‘magna’ porque ele não queria uma obra restrita, localizada", diz João Luiz Gasparin, professor do Departamento de Teoria e Prática da Educação da Universidade Estadual de Maringá. "Ela tinha de ser grande, como o mundo que estava sendo descoberto naquele momento, com a expansão do comércio e das navegações."

No livro, o pensador realiza uma racionalização de todas as ações educativas, indo da teoria didática até as questões do cotidiano da sala de aula. A prática escolar, para ele, deveria imitar os processos da natureza. Nas relações entre professor e aluno, seriam consideradas as possibilidades e os interesses da criança. O professor passaria a ser visto como um profissional, não um missionário, e seria bem remunerado por isso. E a organização do tempo e do currículo levaria em conta os limites do corpo e a necessidade, tanto dos alunos quanto dos professores, de ter outras atividades.
Comênio era cristão protestante e pertencia ao grupo religioso Irmãos Boêmios, ao qual se manteve vinculado por toda a vida, tornando-se, em 1648, bispo dos morávios. Embora profundamente religioso, o pensador propôs uma ruptura radical com o modelo de escola até então praticado pela Igreja Católica, aquele voltado apenas para a elite e dedicado primordialmente aos estudos abstratos. Ainda vigoravam as doutrinas escolásticas da Idade Média, pelas quais todas as questões teóricas se subordinavam à teologia cristã.

Comênio não foi o único pensador de seu tempo a combater o pedantismo literário e o sadismo pedagógico, mas ousou ser o principal teórico de um modelo de escola que deveria ensinar "tudo a todos", aí incluídos os portadores de deficiência mental e as meninas, na época alijados da educação. "Ele defendia o acesso irrestrito à escrita, à leitura e ao cálculo, para que todos pudessem ler a Bíblia e comerciar", diz Gasparin. Comênio respondia assim a duas urgências de seu tempo: o aparecimento da burguesia mercantil nas cidades européias e o direito, reivindicado pelos protestantes, à livre interpretação dos textos religiosos, proibida pela Igreja Católica. 

A obra de Comênio corresponde também a outras novidades, entre elas "o despertar de uma nova concepção de criança", como diz Gasparin. "Ele a trata em seus livros com muita delicadeza, num tempo em que a escola existia sob a égide da palmatória", continua o professor. "A educação era vista e praticada como um castigo e não oferecia elementos para que depois as pessoas se situassem de forma mais ampla na sociedade. Comênio reagiu a esse quadro com uma pergunta: por que não se aprende brincando?"
Salvação da alma

Sob influência de seitas protestantes e do filósofo inglês Francis Bacon (1561-1626), Comênio acreditava que a salvação da alma poderia ser alcançada durante a vida terrena e que o caminho para isso poderia ter a ajuda da ciência. Para ele, a criatura humana correspondia ao ideal de perfeição. Comênio acreditava que, por ser dotado de razão, o homem pode entender a si e a todas as coisas. Portanto, deve se dedicar a aprender e a ensinar. Seguindo esse pensamento, Comênio conclui que o mais importante na vida não é a contemplação e sim a ação, o "fazer".

No pensamento humanista do pedagogo tcheco, a instrução e o trabalho diferenciavam o homem burguês do homem feudal. Em sua trajetória, o novo indivíduo deveria imitar a natureza, porque, emulando Deus e respeitando as aptidões de cada um, não haveria possibilidade de erro. De Bacon, Comênio adotou o método empírico de explorar o mundo, em contraposição às verdades impostas pelo ensino medieval. Pela experimentação, ele acreditava que todos poderiam vir a enxergar a harmonia do universo sob o caos aparente. "Comênio queria mudar a escola com a didática e a sociedade com a educação", diz Gasparin. "Era um grande idealista."

Biografia 

O nome Comênio é o aportuguesamento da assinatura latina (Comenius) de Jan Amos Komensky, nascido em 1592 em Nivnice, Morávia (então domínio dos Habsburgos, hoje República Tcheca). O pensador Comênio foi filho único de um casal de membros do grupo protestante Irmãos Boêmios. Na Universidade de Heidelberg (Alemanha), se entusiasmou com as idéias de filósofos que criavam uma concepção de ciência baseada no empirismo. Seguiu carreira religiosa e teve de fugir para a Polônia quando, no início da Guerra dos 30 Anos, em 1618, o rei Ferdinando II decidiu reimpor o catolicismo na Boêmia. Sua revolta com a situação o levou a escrever obras filosóficas e pedagógicas satirizando a ordem vigente e propondo mudanças radicais. Essas idéias seduziram pensadores da Inglaterra, que o convidaram a trabalhar no país, mas o projeto foi abortado pela eclosão da Guerra Civil Inglesa, em 1642. Tentativas de reforma escolar a pedido dos governos da Suécia e da Hungria acabaram fracassando - em parte por causa da insistência do pensador em divulgar sua "pansofia", sem sucesso - e ele voltou para a Polônia. Comênio teve novamente de fugir de uma guerra civil e estabeleceu-se em Amsterdã, onde permaneceu até morrer, em 1670. Por essa época, seus livros de texto ilustrados para o aprendizado de línguas e ciências tinham se tornado uma bem-sucedida novidade nas escolas da Europa.

Em busca da harmonia universal

Comênio viveu a maior parte da vida cercado de guerras. Algumas delas, como a Guerra dos 30 Anos, de protestantes contra católicos, lhe diziam respeito diretamente. Toda sua obra foi marcada profundamente por isso, uma vez que o fim último de seu pensamento era a compreensão universal, que uniria toda a humanidade. Ele perseguiu desde a juventude a unificação da totalidade do conhecimento humano, porque imaginava que ele era finito e imutável. A construção de uma enciclopédia do saber e sua adaptação às capacidades infantis são o grande tema da pedagogia de Comênio, e para sustentá-la ele criou uma base filosófica que denominou "pansofia", a procura de um princípio básico que harmonizasse todo o saber. Ao contrário de seu pensamento educacional, que suscitou interesse pela Europa afora, a pansofia não teve seguidores.
A maior contribuição de Comênio para a educação dos dias de hoje é, segundo o professor Gasparin, a idéia de "trazer a realidade social para a sala de aula, fazendo uso dos meios tecnológicos mais avançados à disposição". De tão fascinado pela invenção da imprensa e pela possibilidade de disseminação de conhecimento que ela representava, Comênio criou a expressão "didacografia" para designar o método universal de ensino que ele pretendia inaugurar. Nos dias de hoje, a tecnologia da informação seria capaz de realizar essa revolução? Qual é sua opinião?
Jan Amos Comenius foi uma significativa liderança religiosa no contexto em que viveu, de 1592 a 1670. Ele era devotado seguidor de Jan Huss e, predecessor do filósofo Jean Jacques Rousseau, foi o criador da Pedagogia Moderna. Seu ideal pedagógico era movido pelo preceito “Ensinar tudo a todos”, o qual resumia as bases e as normas que regem o Homem no seu desempenho na esfera terrena, como criador de sua trajetória.
Este educador tinha como principal meta trazer o ser para perto do Criador, transformando os indivíduos em cristãos exemplares, dotados do poder de exercitar suas virtudes potenciais, que devem irradiar na direção de todos, independente do status econômico, de gênero ou de condições físicas e mentais. Para ele, a didática podia ser definida como a prática de educar e também enquanto ofício de ensinar.
Dotado de um humanismo ímpar e de uma visão globalizante, Comenius era atraído por todas as esferas do conhecimento; assim, sonhava em construir uma pansofia, ou seja, uma sabedoria que abrangesse a totalidade. Ele acreditava, portanto, que o saber verdadeiro deveria incorporar a filosofia orientada pela razão, a ciência com suas inclinações empíricas e a religião, se realmente aspirasse a edificar a humanidade.
Comenius defendia a necessidade da educação das crianças em idade tenra, aconselhando, para esse fim, que se construíssem escolas maternais; desta forma estes seres teriam a chance de conquistar desde cedo conhecimentos básicos que poderiam ser desenvolvidos depois.
Sua intenção era que o Homem fosse educado para a vida eterna porque, como ele acreditava, ele era espírito destinado à imortalidade; desta forma, seu aprendizado tinha que ir além dos desejos e ideais materiais. Daí a necessidade vital de buscar não somente bens terrenos, mas acima de tudo a sabedoria e as qualidades que o conduzissem para o Criador.
Sua pedagogia preconiza que se deve iniciar o aprendizado pelos sentidos, pois é através deles que se percebe os estímulos exteriores e, portanto, o que se considera real; assim, as percepções sensoriais seriam impressas no interior do ser e, depois, analisadas pelos instrumentos racionais.
Os fundamentos de sua didática são o entendimento, a conservação e a práxis; por meio deles o indivíduo atinge três qualidades elementares – a aquisição de vastos conhecimentos, virtudes e religiosidade, que estão intimamente vinculadas aos dons do intelecto, da vontade e da memória.
O educador crê que todas as pessoas são igualmente portadoras de uma condição humana, embora manifestem inteligências distintas, para ele produtos de um grau elevado ou de uma carência de harmonia própria; por essa razão as mentes devem ser moldadas logo cedo, para que os intelectos se desenvolvam sem tantas discrepâncias.

A doutrina pedagógica de Comenius convida a mente racional a adotar diante do Cosmos uma postura inquiridora e inclusiva de todas as esferas do conhecimento. Sua obra, fruto de intensos diálogos com filósofos como Bacon e Descartes, visa contribuir para que o Homem, desde a infância, passando pela juventude, complete sua evolução rumo à perfeição espiritual e intelectual.